كتاب · Os Lusiadas
صفحة 118 من 368
المؤلف: Luis de Camoes
الوقت0:00
السرعة (WPM)0.0
الدقة100.0%
اضغط ابدأ واكتب السطور بدقة. · مفتاح الرجوع معطل — استمر حتى بعد الخطأ.
133 "Bem puderas, ó Sol, da vista destes Teus raios apartar
aquele dia, Como da seva mesa de Tiestes, Quando os filhos por
mão de Atreu comia. Vós, ó côncavos vales, que pudestes A voz
extrema ouvir da boca fria, O nome do seu Pedro, que lhe
ouvistes, Por muito grande espaço repetisses!
134 "Assim como a bonina, que cortada Antes do tempo foi, cândida
e bela, Sendo das mãos lascivas maltratada Da menina que a trouxe
na capela, O cheiro traz perdido e a cor murchada: Tal está morta
a pálida donzela, Secas do rosto as rosas, e perdida A branca e
viva cor, coa doce vida.
135 "As filhas do Mondego a morte escura Longo tempo chorando
memoraram, E, por memória eterna, em fonte pura As lágrimas
choradas transformaram; O nome lhe puseram, que inda dura, Dos
amores de Inês que ali passaram. Vede que fresca fonte rega as
flores, Que lágrimas são a água, e o nome amores.
اضغط ابدأ واكتب السطور بدقة.
لم يبدأ