Buch · Os Lusiadas
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Autor: Luis de Camoes
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83 "Foram de Emanuel remunerados, Porque com mais amor se
apercebessem, E com palavras altas animados Para quantos
trabalhos sucedessem. Assim foram os Mínias ajuntados, Para que o
Véu dourado combatessem, Na fatídica Nau, que ousou primeira
Tentar o mar Euxínio, aventureira.
84 "E já no porto da ínclita Ulisseia C'um alvoroço nobre, e é um
desejo, (Onde o licor mistura e branca areia Co'o salgado Neptuno
o doce Tejo) As naus prestes estão; e não refreia Temor nenhum o
juvenil despejo, Porque a gente marítima e a de Marte Estão para
seguir-me a toda parte.
85 "Pelas praias vestidos os soldados De várias cores vêm e
várias artes, E não menos de esforço aparelhados Para buscar do
inundo novas partes. Nas fortes naus os ventos sossegados Ondeam
os aéreos estandartes; Elas prometem, vendo os mares largos, De
ser no Olimpo estrelas como a de Argos.
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