Book · Os Lusiadas
Page 39 of 368
Author: Luis de Camoes
Time0:00
Speed (WPM)0.0
Accuracy100.0%
Press start and type the lines exactly as shown. · Backspace is disabled — keep going even after a mistake.
9 E depois que ao Rei apresentaram, Co'o recado, os presentes que
traziam, A cidade correram, e notaram Muito menos daquilo que
queriam; Que os Mouros cautelosos se guardaras De lhes mostrarem
tudo o que pediam: Que onde reina a malícia, está o receio, Que a
faz imaginar no peito alheio.
10 Mas aquele que sempre a mocidade Tem no rosto perpétua, e foi
nascido De duas mães, que urdia a falsidade Por ver o navegante
destruído, Estava numa casa da cidade, Com rosto humano e hábito
fingido, Mostrando-se Cristão, e fabricava Um altar sumptuoso,
que adorava.
11 Ali tinha em retrato afigurada Do alto e Santo Espírito a
pintura: A cândida pombinha debuxada Sobre a única Fénix, Virgem
pura; A companhia santa está pintada Dos doze, tão torvados na
figura, Como os que, só das línguas que caíram, De fogo, várias
línguas referiram.
Press start and type the lines exactly as shown.
Not started