Livre · Os Lusiadas
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Auteur: Luis de Camoes
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11 Outros pendem da verga, e já desatam A vela, que com grita se
soltava, Quando com maior grita ao Rei relatam A pressa com que a
armada se levava. As mulheres e filhos que se matam Daqueles que
vão presos, onde estava O Samorim, se queixam que perdidos Uns
têm os pais, as outras os maridos.
12 Manda logo os feitores Lusitanos Com toda sua fazenda
livremente Apesar dos inimigos Maumetanos, Por que lhe torne a
sua presa gente. Desculpas manda o Rei de seus enganos; Recebe o
Capitão de melhor mente Os presos que as desculpas, e tornando
Alguns negros, se parte as velas dando.
13 Parte-se costa abaixo, porque entende Que em vão com o Rei
gentio trabalhava Em querer dele paz, a qual pretende Por firmar
o comércio que tratava. Mas como aquela terra, que se estende
Pela Aurora, sabida já deixava, Com estas novas torna à pátria
cara, Certos sinais levando do que achara.
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