Livre · Os Lusiadas
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Auteur: Luis de Camoes
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34 Estas causas moviam Citereia, E mais, porque das Parcas claro
entende Que há de ser celebrada a clara Deia, Onde a gente
belígera se estende. Assim que, um pela infâmia, que arreceia, E
o outro pelas honras, que pretende, Debatem, e na porfia
permanecem; A qualquer seus amigos favorecem.
35 Qual Austro fero, ou Bóreas na espessura De silvestre arvoredo
abastecida, Rompendo os ramos vão da mata escura, Com ímpeto e
braveza desmedida; Brama toda a montanha, o som murmura,
Rompem-se as folhas, ferve a serra erguida: Tal andava o tumulto
levantado, Entre os Deuses, no Olimpo consagrado.
36 Mas Marte, que da Deusa sustentava Entre todos as partes em
porfia, Ou porque o amor antigo o obrigava, Ou porque a gente
forte o merecia, De entre os Deuses em pé se levantava:
Merencório no gesto parecia; O forte escudo ao colo pendurado
Deitando para trás, medonho e irado,
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