Livre · Os Lusiadas
Page 31 sur 368
Auteur: Luis de Camoes
Temps0:00
Vitesse (WPM)0.0
Précision100.0%
Clique sur démarrer puis tape exactement les lignes. · Retour arriere desactive — continuez meme apres une erreur.
91 Fugindo, a seta o Mouro vai tirando Sem força, de covarde e de
apressado, A pedra, o pau, e o canto arremessando; Dá-lhe armas o
furor desatinado. Já a ilha e todo o mais desemparando, A terra
firme foge amedrontado; Passa e corta do mar o estreito braço,
Que a ilha em torno cerca, em pouco espaço
92 Uns vão nas almadias carregadas, Um corta o mar a nado
diligente, Quem se afoga nas ondas encurvadas, Quem bebe o mar, e
o deita juntamente. Arrombam as miúdas bombardadas Os pangaios
subtis da bruta gente: Desta arte o Português enfim castiga A vil
malícia, pérfida, inimiga.
93 Tornam vitoriosos para a armada, Co'o despojo da guerra e rica
presa, E vão a seu prazer fazer aguada, Sem achar resistência,
nem defesa. Ficava a Maura gente magoada, No ódio antigo mais que
nunca acesa; E vendo sem vingança tanto dano, Somente estriba no
segundo engano.
Clique sur démarrer puis tape exactement les lignes.
Non démarré