Livre · Os Lusiadas
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Auteur: Luis de Camoes
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24 "Isto fazem os Reis quando embebidos Nüa aparência branda que
os contenta Dão os prémios, de Aiace merecidos, À língua vã de
Ulisses, fraudulenta. Mas vingo-me: que os bens mal repartidos
Por quem só doces sombras apresenta, Se não os dão a sábios
cavaleiros, Dão-os logo a avarentos lisonjeiros.
25 "Mas tu, de quem ficou tão mal pagado Um tal vassalo, ó Rei,
só nisto inico, Se não és pera dar-lhe honroso estado, É ele pera
dar-te um Reino rico. Enquanto for o mundo rodeado Dos Apolíneos
raios, eu te fico Que ele seja entre a gente ilustre e claro, E
tu nisto culpado por avaro.
26 "Mas eis outro (cantava) intitulado Vem com nome real e traz
consigo O filho, que no mar será ilustrado, Tanto como qualquer
Romano antigo. Ambos darão com braço forte, armado, A Quíloa
fértil, áspero castigo, Fazendo nela Rei leal e humano, Deitado
fora o pérfido tirano.
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