पुस्तक · Os Lusiadas
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लेखक: Luis de Camoes
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130 --Morte de Inês de Castro "Queria perdoar-lhe o Rei benino,
Movido das palavras que o magoam; Mas o pertinaz povo, e seu
destino (Que desta sorte o quis) lhe não perdoam. Arrancam das
espadas de aço fino Os que por bom tal feito ali apregoam. Contra
uma dama, ó peitos carniceiros, Feros vos amostrais, e
cavaleiros?
131 "Qual contra a linda moça Policena, Consolação extrema da mãe
velha, Porque a sombra de Aquiles a condena, Co'o ferro o duro
Pirro se aparelha; Mas ela os olhos com que o ar serena (Bem como
paciente e mansa ovelha) Na mísera mãe postos, que endoudece, Ao
duro sacrifício se oferece:
132 "Tais contra Inês os brutos matadores No colo de alabastro,
que sustinha As obras com que Amor matou de amores Aquele que
depois a fez Rainha; As espadas banhando, e as brancas flores,
Que ela dos olhos seus regadas tinha, Se encarniçavam, férvidos e
irosos, No futuro castigo não cuidosos.
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