पुस्तक · Os Lusiadas
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लेखक: Luis de Camoes
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9 Vão os anos descendo, e já do Estio Há pouco que passar até o
Outono; A Fortuna me faz o engenho frio, Do qual já não me jacto
nem me abono; Os desgostos me vão levando ao rio Do negro
esquecimento e eterno sono. Mas tu me dá que cumpra, ó grão
rainha Das Musas, co que quero à nação minha!
10 Cantava a bela Deusa que viriam Do Tejo, pelo mar que o Gama
abrira, Armadas que as ribeiras venceriam Por onde o Oceano
Índico suspira; E que os Gentios Reis que não dariam A cerviz sua
ao jugo, o ferro e ira Provariam do braço duro e forte, Até
render-se a ele ou logo à morte.
11 Cantava dum que tem nos Malabares Do sumo sacerdócio a
dignidade, Que, só por não quebrar cos singulares Barões os nós
que dera d'amizade, Sofrerá suas cidades e lugares, Com ferro,
incêndios, ira e crueldade, Ver destruir do Samorim potente, Que
tais ódios terá co a nova gente.
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