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पृष्ठ 331 / 368

लेखक: Luis de Camoes

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45 Mais estanças cantara esta Sirena Em louvor do ilustríssimo
Albuquerque, Mas alembrou-lhe üa ira que o condena, Posto que a
fama sua o mundo cerque. O grande Capitão, que o fado ordena Que
com trabalhos glória eterna merque, Mais há-de ser um brando
companheiro Pera os seus, que juiz cruel e inteiro.
46 Mas em tempo que fomes e asperezas, Doenças, frechas e trovões
ardentes, A sazão e o lugar, fazem cruezas Nos soldados a tudo
obedientes, Parece de selváticas brutezas, De peitos inumanos e
insolentes, Dar extremo suplício pela culpa Que a fraca
humanidade e Amor desculpa.
47 Não será a culpa abominoso incesto Nem violento estupro em
virgem pura, Nem menos adultério desonesto, Mas cüa escrava vil,
lasciva e escura. Se o peito, ou de cioso, ou de modesto, Ou de
usado a crueza fera e dura, Cos seus üa ira insana não refreia,
Põe na fama alva noda negra e feia.

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