पुस्तक · Os Lusiadas
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लेखक: Luis de Camoes
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84 "Quer logo aqui a pintura que varia Agora deleitando, ora
ensinando, Dar-lhe nomes que a antiga Poesia A seus Deuses já
dera, fabulando; Que os Anjos de celeste companhia Deuses o sacro
verso está chamando, Nem nega que esse nome preminente Também aos
maus se dá, mas falsamente.
85 "Enfim que o Sumo Deus, que por segundas Causas obra no Mundo,
tudo manda. E tornando a contar-te das profundas Obras da Mão
Divina veneranda, Debaxo deste círculo onde as mundas Almas
divinas gozam, que não anda, Outro corre, tão leve e tão ligeiro
Que não se enxerga: é o Móbile primeiro.
86 "Com este rapto e grande movimento Vão todos os que dentro tem
no seio; Por obra deste, o Sol, andando a tento, O dia e noite
faz, com curso alheio. Debaxo deste leve, anda outro lento, Tão
lento e sojugado a duro freio, Que enquanto Febo, de luz nunca
escasso, Duzentos cursos faz, dá ele um passo.
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