पुस्तक · Os Lusiadas
पृष्ठ 354 / 368
लेखक: Luis de Camoes
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114 "Um filho próprio mata, e logo acusa De homicídio Tomé, que
era inocente; Dá falsas testemunhas, como se usa; Condenaram-no a
morte brevemente. O Santo, que não vê milhor escusa Que apelar
pera o Padre omnipotente, Quer, diante do Rei e dos senhores, Que
se faça um milagre dos maiores.
115 "O corpo morto manda ser trazido, Que res[s]ucite e seja
perguntado Quem foi seu matador, e será crido Por testemunho, o
seu, mais aprovado. Viram todos o moço vivo, erguido, Em nome de
Jesu crucificado: Dá graças a Tomé, que lhe deu vida, E descobre
seu pai ser homicida.
116 "Este milagre fez tamanho espanto Que o Rei se banha logo na
água santa, E muitos após ele; um beija o manto, Outro louvor do
Deus de Tomé canta. Os Brâmenes se encheram de ódio tanto, Com
seu veneno os morde enveja tanta, Que, persuadindo a isso o povo
rudo, Determinam matá-lo, em fim de tudo.
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