Livro · Os Lusiadas
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Autor: Luis de Camoes
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58 "Lá do Germânico Albis, e do Rene, E da fria Bretanha
conduzidos, A destruir o povo Sarraceno, Muitos com tensão santa
eram partidos. Entrando a boca já do Tejo ameno, Co'o arraial do
grande Afonso unidos, Cuja alta fama então subia aos Céus, Foi
posto cerco tos muros Ulisseus.
59 "Cinco vezes a Lua se escondera, E outras tantas mostrara
cheio o rosto, Quando a cidade entrada se rendera Ao duro cerco,
que lhe estava posto. Foi a batalha tão sanguina e fera, Quanto
obrigava o firme pressuposto De vencedores ásperos e ousados, E
de vencidos já desesperados.
60 "Desta arte enfim tomada se rendeu Aquela que, nos tempos já
passados, A grande força nunca obedeceu Dos frios povos Cíticos
ousados, Cujo poder a tanto se estendeu Que o Ibero o viu e o
Tejo amedrontados; E enfim co'o Bétis tanto alguns puderam Que à
terra de Vandália nome deram.
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