Kitap · Os Lusiadas
Sayfa 114 / 368
Yazar: Luis de Camoes
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121 "Do teu Príncipe ali te respondiam As lembranças que na alma
lhe moravam, Que sempre ante seus olhos te traziam, Quando dos
teus fermosos se apartavam: De noite em doces sonhos, que
mentiam, De dia em pensamentos, que voavam. E quanto enfim
cuidava, e quanto via, Eram tudo memórias de alegria.
122 "De outras belas senhoras e Princesas Os desejados tálamos
enjeita, Que tudo enfim, tu, puro amor, despreza, Quando um gesto
suave te sujeita. Vendo estas namoradas estranhezas O velho pai
sesudo, que respeita O murmurar do povo, e a fantasia Do filho,
que casar-se não queria,
123 "Tirar Inês ao mundo determina, Por lhe tirar o filho que tem
preso, Crendo co'o sangue só da morte indina Matar do firme amor
o fogo aceso. Que furor consentiu que a espada fina, Que pôde
sustentar o grande peso Do furor Mauro, fosse alevantada Contra
uma fraca dama delicada?
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