Kitap · Os Lusiadas
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Yazar: Luis de Camoes
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20 Bem como entre os mancebos recolhidos Em Canúsio, relíquias
sós de Canas, Já para se entregar quase movidos A fortuna das
forças Africanas, Cornélio moço os faz que, compelidos Da sua
espada, jurem que as Romanas Armas não deixarão, enquanto a vida
Os não deixar, ou nelas for perdida:
21 "Destarte a gente força e esforça Nuno, Que, com lhe ouvir as
últimas razões, Removem o temor frio, importuno, Que gelados lhe
tinha os corações. Nos animais cavalgam de Neptuno, Brandindo e
volteando arremessões; Vão correndo e gritando a boca aberta:
--"Viva o famoso Rei que nos liberta!"--
22 "Das gentes populares, uns aprovam A guerra com que a pátria
se sustinha; Uns as armas alimpam e renovam, Que a ferrugem da
paz gastadas tinha; Capacetes estofam, peitos provam, Arma-se
cada um como convinha; Outros fazem vestidos de mil cores, Com
letras e tenções de seus amores.
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