Libro · Os Lusiadas
Pagina 2 di 368
Autore: Luis de Camoes
Tempo0:00
Velocita (WPM)0.0
Precisione100.0%
Premi inizia e digita le righe esattamente. · Backspace disattivato — continua anche dopo un errore.
4 E vós, Tágides minhas, pois criado Tendes em mim um novo
engenho ardente, Se sempre em verso humilde celebrado Foi de mim
vosso rio alegremente, Dai-me agora um som alto e sublimado, Um
estilo grandíloquo e corrente, Porque de vossas águas, Febo
ordene Que não tenham inveja às de Hipoerene.
5 Dai-me uma fúria grande e sonorosa, E não de agreste avena ou
frauta ruda, Mas de tuba canora e belicosa, Que o peito acende e
a cor ao gesto muda; Dai-me igual canto aos feitos da famosa
Gente vossa, que a Marte tanto ajuda; Que se espalhe e se cante
no universo, Se tão sublime preço cabe em verso.
6 E vós, ó bem nascida segurança Da Lusitana antígua liberdade, E
não menos certíssima esperança De aumento da pequena Cristandade;
Vós, ó novo temor da Maura lança, Maravilha fatal da nossa idade,
Dada ao mundo por Deus, que todo o mande, Para do mundo a Deus
dar parte grande;
Premi inizia e digita le righe esattamente.
Non iniziato