Libro · Os Lusiadas
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Autore: Luis de Camoes
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7 Vós, tenro e novo ramo florescente De uma árvore de Cristo mais
amada Que nenhuma nascida no Ocidente, Cesárea ou Cristianíssima
chamada; (Vede-o no vosso escudo, que presente Vos amostra a
vitória já passada, Na qual vos deu por armas, e deixou As que
Ele para si na Cruz tomou)
8 Vós, poderoso Rei, cujo alto Império O Sol, logo em nascendo,
vê primeiro; Vê-o também no meio do Hemisfério, E quando desce o
deixa derradeiro; Vós, que esperamos jugo e vitupério Do torpe
Ismaelita cavaleiro, Do Turco oriental, e do Gentio, Que inda
bebe o licor do santo rio;
9 Inclinai por um pouco a majestade, Que nesse tenro gesto vos
contemplo, Que já se mostra qual na inteira idade, Quando subindo
ireis ao eterno templo; Os olhos da real benignidade Ponde no
chão: vereis um novo exemplo De amor dos pátrios feitos
valerosos, Em versos divulgado numerosos.
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